A África Ocidental é uma das regiões mais vulneráveis do mundo, devido ao seu contexto climático, demográfico, institucional, económico, ambiental e também dos seus meios de subsistência. Esta região alberga mais de 360 milhões de habitantes, das quais 55% vivem em zonas rurais e dependem dos recursos naturais para o seu desenvolvimento socioeconómico. A agricultura representa 29 % do produto interno bruto (PIB) da região e é a principal fonte de rendimento de mais de 60% dos africanos da africa ocidental.

Os riscos climáticos, agrícolas e do mercado tornam o desempenho agrícola altamente volátil, provocando crises alimentares cada vez mais frequentes e graves.

O aumento da insegurança alimentar advém de múltiplos fatores que desempenham um papel relevante provocando, por conseguinte, a redução da produção alimentar per capita.

Estima-se que, em 2020, 16,7 milhões da população da Africa Ocidental necessitaram de uma assistência alimentar imediata devido a uma combinação não atípica da seca, pobreza, preços elevados dos cereais, degradação ambiental, deslocação da população, má integração comercial e conflitos.

A região da África Ocidental caracteriza-se por uma vulnerabilidade em grande escala ligada a um aumento muito lento da produtividade do sistema alimentar, o que leva a uma redução das disponibilidades alimentares per capita.

As imperfeições do mercado (variação e volatilidade dos preços dos produtos básicos ou de primeira necessidade) constituem um dos fatores que contribui para que as famílias caiam na insegurança alimentar e nutricional. De facto, a maior parte do comércio intrarregional dos produtos alimentares é feita de forma informal e dificultado por numerosas barreiras à livre circulação. Por conseguinte, os mercados alimentares são fragmentados, tornando difícil o ajustamento às grandes variações da produção alimentar local que ocorrem de ano para ano, e distribuídos de forma eficiente das zonas excedentárias para as deficitárias da região. As carências alimentares localizadas e a volatilidade dos preços são frequentes, enquanto que os preços no produtor continuam baixos.

A pandemia COVID-19 está a exercer uma pressão adicional sobre o sistema alimentar, ameaçando aumentar a subnutrição e a insegurança alimentar entre as populações vulneráveis. A pandemia tem causado crises sanitárias e económicas que reduzem o acesso aos alimentos - por exemplo, aumentando o desemprego e reduzindo o poder de compra - particularmente entre as populações pobres das cidades. Espera-se, nos países frágeis, um declínio mais acentuado no crescimento, uma vez que a COVID-19 exacerba os fatores de fragilidade. O número de pessoas que vivem na pobreza na África subsaariana deverá aumentar significativamente, até 40 milhões de pessoas, o que terá um impacto negativo na segurança alimentar a curto e longo prazo.

Para além da sua natureza quase permanente, a vulnerabilidade na África Ocidental é marcada pela desigualdade entre grupos sociais. Esta demarcação está ligada à incapacidade de adquirir recursos produtivos. Com efeito, persistem grandes desigualdades entre mulheres e homens em termos de acesso aos recursos suscetíveis de melhorar as suas condições de vida através da agricultura - em particular o acesso à terra e aos equipamentos, ao crédito, aos mercados e aos serviços de assistência técnica e de apoio.

Perante estas constatações, a região assumiu fortes compromissos para transformar a agricultura e reforçar a resiliência do sistema alimentar. Assim, três áreas de intervenção que se complementam mutuamente surgiram como prioridades para reforçar a resiliência do sistema alimentar na África Ocidental :

(i) apoiar a base produtiva do sistema alimentar, investindo na agricultura inteligente face ao clima a nível das explorações agrícolas e dos ecossistemas;

(ii) promover um ambiente propício ao desenvolvimento da cadeia de valor e ao comércio intrarregional ;

(iii) reforçar a capacidade regional para gerir os riscos agrícolas.

Para desenvolver estas prioridades, a região beneficia de um financiamento do Banco Mundial para a implementação do Programa de Resiliência do Sistema Alimentar da África Ocidental (PRSA/FSRP).

 

Breve apresentação do Programa

O Programa de Resiliência do Sistema Alimentar da África Ocidental (FRSA/FSRP), iniciado no quadro da implementação dos compromissos da região, tem como objetivo de desenvolvimento aumentar a preparação à insegurança alimentar e melhorar a resiliência dos atores do sistema alimentar, dos ecossistemas prioritários e cadeias de valor nas zonas do Programa.

A primeira fase do Programa abrange quatro (4) países (Burkina Faso, Mali, Níger e Togo) e as ações regionais têm o apoio da CEDEAO, do CILSS e do CORAF. O Programa é financiado pelo Banco Mundial com um custo estimado em 570 milhões de dólares americanos, para um período de cinco (5) anos e está organizado à volta de cinco (5) componentes, a saber:

 

Componente 1 (gerida pelo CILSS): Serviços de aconselhamento digital para a prevenção e gestão de crises agrícolas e alimentares cujos principais objetivos são os seguintes : (i) melhorar os sistemas de apoio à decisão com serviços de informação baseados na procura para aumentar a eficácia da prevenção e gestão das crises agrícolas e alimentares, através da integração de dados e do aproveitamento da ciência, da inovação e das tecnologias de ponta; e (ii) reforçar a capacidade regional e a sustentabilidade institucional, bem como a capacidade de adaptação às mudanças climáticas.

 

Componente 2 (gerida pelo CORAF): Sustentabilidade e capacidade de adaptação da Base Produtiva do Sistema Alimentar visa os seguintes objetivos: (i) reforçar os sistemas de investigação agrícola nacionais e regionais, (ii) ) reforçar o ambiente político para a governação dos ecossistemas (políticas e regulamentos multissectoriais inclusivos para evitar, reduzir e inverter a degradação das terras); e (iii) criar/reforçar as unidades dos ecossistemas sob gestão integrada capazes de atingir, de forma sustentável, múltiplos objetivos (produção alimentar, prestação de serviços ecossistémicos, proteção da biodiversidade e melhoria dos meios de subsistência locais).

 

Componente 3 (gerida pela CEDEAO): Integração do Mercado Alimentar Regional e Comércio cujos principais objetivos visam (i) apoiar a preparação e implementação de regulamentos e políticas regionais sólidas para facilitar o comércio de bens e fatores de produção agrícolas dentro  e fora das fronteiras nacionais na Africa Ocidental através dos principais corredores (ii) consolidar o sistema de reservas alimentares; e (iii) apoiar o desenvolvimento de cadeias de valor estratégicas regionais, com o potencial de impactos positivos tangíveis na segurança alimentar e nutrição regional.

Especificamente, as atividades a realizar pelo Departamento de Agricultura, Ambiente e Recursos Hídricos da CEDEAO, são as seguintes :

  1. Facilitar o comércio através dos principais corredores e consolidar o sistema de reserva alimentar :
    1. Supervisionar o desenvolvimento e implementação da ficha de Avaliação do Comércio e do Mercado Agrícola da CEDEAO (EATM-Scorecard) ;
    2. Reforçar e operacionalizar o Observatório do Arroz para a África Ocidental da CEDEAO, melhorando a sua capacidade de coordenação, recolha de dados e comunicação regular sobre o desenvolvimento da cadeia de valor do arroz ;
    3. Estimular a harmonização das políticas comerciais agrícolas regionais sobre questões críticas de resiliência do sistema alimentar ;
    4. Apoiar o diálogo e a concertação politica multi-atores da CEDEAO. O FSRP apoiará a capacidade de facilitação da CEDEAO para organizar mecanismos inclusivos de diálogo e concertação múlti atores, negociações relacionadas com a zona do comércio livre continental e à Organização Mundial do Comércio (OMC) ;
    5. Melhorar o desempenho das reservas regionais de segurança alimentar nos seus três níveis (local, nacional e reserva regional de segurança alimentar - RFSR).

 

  1. Apoiar o desenvolvimento de cadeias de valor estratégicas e regionais :
    1. Melhorar a organização e o financiamento das cadeias de valor regionais estratégicas ;
    2. Promover a competitividade agrícola e as infraestruturas de mercado, através do apoio às plataformas regionais do comércio agrícola ;
    3. Reforçar a coordenação dos diferentes atores e promover um ambiente favorável para o sector privado.

 

Componente 4: é a Componente de Resposta de Emergência de Contingência (CERC), que é um mecanismo de financiamento de despesas elegíveis em caso de emergência provocada por uma catástrofe natural. A ativação desta componente permite o desembolso rápido de fundos para reduzir os danos ocorridos nas infraestruturas, assegurar a continuidade das atividades e recuperar o mais rapidamente possível de uma catástrofe. Após uma catástrofe de grande dimensão, o país participante afetado pode solicitar ao Banco Mundial que canalize recursos de outras componentes do PSRF para o CERC. Como condição para o desembolso, será elaborado um Manual de Resposta de Emergência (ERM) por país, estipulando os requisitos fiduciários, de salvaguarda, de monitorização e de relatórios relacionados com a utilização do CERC, bem como quaisquer outras disposições essenciais de coordenação e de implementação.

 

Componente 5 (gerida pela CEDEAO): Esta componente diz respeito à gestão do Programa que delegará o trabalho técnico das componentes 1 e 2 às organizações mandatadas relevantes (principalmente o CILSS para a componente 1 e o CORAF para a componente 2). A Componente 5 garantirá uma gestão eficaz do Programa e um acompanhamento apertado do desempenho e do impacto.

Para a coordenação global do Programa, está previsto a criação de uma Unidade de Coordenação Regional (UCR) composta por : i) um Coordenador Regional, ii) um “Expert” em Seguimento & Avaliação, Capitalização e Gestão do Conhecimento, iii) um “Expert” em Comunicação e Visibilidade, iv) um Assistente de Coordenação, v) um “Expert” em Salvaguardas Ambientais, vii) um Assistente de Administração e Finanças, e viii) um Assistente responsável pelas aquisições.

A sede dos cargos abaixo designados será em Abuja (Nigéria) na Direção da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (DADR), da CEDEAO responsável pela implementação, coordenação e gestão do Programa :

  • Coordenador(a) Regional ;
  • “Expert” em Seguimento & Avaliação, Capitalização e Gestão de Conhecimentos;
  • “Expert” em Comunicação e Visibilidade ;
  • Assistente de Coordenação ;
  • “Expert” em Salvaguardas Ambientais.

A sede dos cargos a seguir indicados será em Lomé (Togo) na Agência Regional para Agricultura e Alimentação (ARAA), da CEDEAO que é responsável pela gestão administrativa e financeira do Programa :

  • Assistente de Administração e Finanças ; e
  • Assistente das aquisições.

Os termos de referencias ora apresentados descrevem as condições para o recrutamento de quatro (4) destes cargos no âmbito do FSRP.

 

Recrutamento de uma parte do pessoal para a Unidade de Coordenação Regional (RCU)

Lista dos cargos:

N° de Ordem

 Títulos dos cargos de consultores

Quantidade

1

Coordenador(a) Regional

01

2

“Expert” em Seguimento & Avaliação, Capitalização e Gestão de Conhecimentos;

01

3

Assistente  de Coordenação

01

4

“Expert” em Comunicação e Visibilidade

01

 

Consultor(a), Coordenador (a) Regional

Funções/Responsabilidades 

O(a) Coordenador(a) é o chefe da Unidade de Coordenação Regional (UCR) do Programa e tem como missão garantir a implementação operacional da Componente 3 e a coordenação global do Programa. Ele(ela) responde hierarquicamente perante o Diretor da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da CEDEAO, e trabalhará em estreita colaboração com as equipas da ARAA.

O cargo terá a sua sede em Abuja, Nigéria, na Direção da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (DADR) da CEDEAO.

Nesta qualidade, ele/ela será responsável pelas seguintes tarefas:

  • Coordenar a execução técnica e financeira das atividades do Programa referentes aos diferentes atores institucionais ligados à execução (CILSS, CEDEAO, CORAF, países participantes no FSRP) a fim de atingir os resultados esperados de acordo com o documento do projeto (PAD) e da Convenção assinada com o Banco Mundial;
  • Assegurar a preparação dos documentos que serão submetidos ao parecer de não objeção do Banco Mundial: programa de trabalho (PTBA), plano de aquisições; etc. ;
  • Monitorizar os prestadores de serviços que poderão ser mobilizados para acompanhar a implementação do Programa (preparação dos TDR, monitorização dos serviços) ;
  • Assegurar a mobilização das organizações parceiras, a coordenação operacional da ação e a gestão eficaz e eficiente dos recursos do FSRP ;
  • Assegurar a gestão quotidiana do Programa, incluindo as atividades de gestão de equipas ;
  • Assegurar o seguimento das atividades a nível regional (CEDEAO, CILSS, CORAF) e manter relações estreitas com os responsáveis do Programa nos países beneficiários ;
  • Supervisionar e contribuir para a preparação dos relatórios intermediários e finais sobre a execução do Programa, em conformidade com as disposições contratuais aplicáveis ao financiamento do Banco Mundial ;
  • Supervisionar a elaboração, no prazo estabelecido, dos relatórios periódicos de execução do Programa, bem como os relatórios que serão apresentados no Comité de Pilotagem Regional (CPR) do Programa ;
  • Contribuir para a organização prática das reuniões do CPR, dos Comités Técnico de Acompanhamento (CTS) e das reuniões com os diferentes parceiros da implementação do Programa ;
  • Assegurar a facilitação de intercâmbios, a circulação de informação e a coordenação (elaboração de atas de reuniões, relatórios de visitas ou missões, etc.) entre todos os atores envolvidos na implementação do FSRP ; 
  • Desenvolver a concertação e a colaboração com todos os intervenientes do FSRP e os doadores ;
  • Organizar e contribuir para a realização bem-sucedida de missões conjuntas de apoio, da avaliação a meio percurso e de encerramento ;
  • Assegurar o arquivamento contínuo dos “dossiers” do Programa ;
  • Assegurar sinergia e complementaridade com programas e projetos financiados pelo Banco Mundial e outros doadores nos países e na região da África Ocidental, em geral ;
  • Assegurar que os aspetos ambientais e sociais são efetivamente tidos em conta na implementação das atividades ;
  • Representar o Programa nas suas relações com os parceiros externos ;
  • Realizar todas as tarefas relacionadas com a realização dos objetivos do Programa.  

 

Qualificações, experiências, competências

Qualificações

  • Titular de um diploma de uma Universidade reconhecida, de nível mínimo master, 12° ano + 5 anos pelo menos, numa das disciplinas do desenvolvimento rural ou em áreas conexas (agronomia, agroeconomia, ciências do ambiente, economia, etc.); titular de um diploma de doutoramento/PhD nas áreas do programa constitui uma mais valia.

 

Experiências

  • Pelo menos 10 anos de experiencias no domínio da gestão de programas/projetos de desenvolvimento relacionados com o desenvolvimento rural, gestão de recursos naturais, ou em áreas conexas como a resiliência e a insegurança alimentar;
  • Ter experiências concretas no apoio à gestão, ou na coordenação, ou ainda no seguimento e avaliação de projetos e programas regionais de segurança alimentar e nutricional ou no desenvolvimento rural na Africa Ocidental ;
  • Ter conhecimentos práticos de projetos financiados através de doadores; experiências práticas em projetos financiados pelo Banco Mundial constitui uma mais valia.

 

Competências

  • Bom conhecimento das questões e desafios da segurança alimentar e nutricional e da resiliência na África Ocidental ;
  • Conhecimento em análise de políticas agrícolas e de resiliência ;
  • Bom conhecimento das políticas agrícolas, de segurança alimentar e nutricional e de resiliência nos países do espaço CILSS-CEDEAO-UEMOA ;
  • Conhecimento em planificação e implementação de projetos/programas (nomeadamente metodologia do quadro lógico, gestão baseada em resultados e metodologia do ciclo de projeto)
  • Excelente capacidade de liderança (autonomia, liderança de uma equipa multicultural, escuta ativa, representação da CEDEAO, gestão de conflitos, delegações, etc.) ;
  • Excelente capacidade de comunicação (escrita/oral, competências interpessoais, de negociação, de trabalho em grupo e de apresentação) ;
  • Bom domínio dos instrumentos informáticos (Word, Excel, PowerPoint, etc.) ;
  • Ter familiaridade em ambiente de trabalho multicultural ;
  • Domínio perfeito do francês e do inglês.

 

Consultor(a), “Expert” em Seguimento-avaliação, Capitalização e Gestão de conhecimentos

Funções/Responsabilidades 

Sob a supervisão do(a) Coordenador(a) Regional e em estreita colaboração com os serviços de seguimento & Avaliação da ECOWAP, junto do DADR e da ARAA, o “Expert” em Seguimento & Avaliação, Capitalização e Gestão de Conhecimentos tem como missão garantir as atividades de planificação, seguimento & avaliação, e capitalização dos ganhos do Programa.

A sede do cargo será em Abuja, Nigéria, na Direção da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (DADR) da CEDEAO.

Nesta qualidade, as tarefas e responsabilidades do “Expert” em Seguimento & Avaliação, Capitalização e Gestão de conhecimentos estão enquadradas em cinco (5) principais rubricas, a saber :

 

Planificação e seguimento das atividades do Programa

  • Presta o seu apoio na preparação do plano de trabalho e orçamento anual, semestral e trimestral, definindo ao mesmo tempo, desde o início, um quadro de medidas para avaliar o desempenho do Programa ;
  • Garante o acompanhamento regular destes planos, identifica as dificuldades ligadas à implementação e propõe recomendações de melhoria ;
  • Prepara e organiza reuniões de revisão das atividades do Programa e fornece as matrizes de resultados ;
  • Apoia as equipas de implementação e reforça as suas capacidades no que tange ao seguimento das suas atividades ;
  • Coordena as missões de seguimento no terreno e assegura o acompanhamento da implementação das recomendações ;
  • Assegura a aplicação das disposições contidas nos manuais de implementação do Programa e dos procedimentos em vigor ;
  • Fornece apoio na implementação administrativa do Programa ;
  • Realiza, em concertação com o Coordenador, qualquer outra iniciativa em relação ao seguimento e avaliação, suscetível de promover a eficiência e a boa execução do Programa ;
  • Assegura a documentação e o arquivo dos dossiers do Programa ;
  • Executa qualquer outra tarefa que lhe seja atribuída pelo DADR e pela ARAA.

 

Seguimento dos indicadores de desempenho e coordenação da divulgação de informações

  • Define um quadro de medidas para a avaliação do desempenho do Programa, coerente com os indicadores da ECOWAP ;
  • Informa e analisa os indicadores de desempenho ;
  • Elabora as ferramentas metodológicas e de reforço das capacidades em matéria de seguimento & avaliação, capitalização e gestão de conhecimentos ;
  • Coordena a elaboração de diferentes relatórios do mandato: relatório trimestral/semestral/anual/final do Programa ;
  • Utiliza o software de seguimento e avaliação (MESECOPS, plataforma ECOWAP M&E, KoBoToolbox, etc.) em vigor a nível do Departamento da Agricultura, Ambiente e Recursos Hídricos da CEDEAO (DAERE) ou exigido pelo Banco ;
  • Contribui de forma geral ao sistema de SE da ECOWAP.

 

Coordenação das missões de controlo (supervisão, visitas de terreno, etc.) e de avaliação (“baseline”, meio percurso, final)

  • Prepara missões de avaliação independentes e apoia as avaliações previstas do mandato (TdR, documentação, visita de terreno) ;
  • Gere o processo de avaliação, assegura a qualidade do relatório e a sua partilha ;
  • Garante a implementação das recomendações ;
  • Facilita a realização de auditorias técnicas anuais do Programa.

 

Condução da realização de estudos sobre o impacto junto dos beneficiários das ações do Programa

  • Prepara as missões de avaliação previstas dos impactos (TdR, recrutamento de consultores, metodologia, estudo de terreno, etc.) ;
  • Organiza e facilita os estudos de avaliação do impacto junto dos beneficiários bem como sobre a sustentabilidade do Programa.

 

Capitalização e Gestão de conhecimentos

  • Desenvolve e implementa, em conjunto com o “Expert” em Comunicação e Visibilidade, uma estratégia eficaz de gestão de conhecimentos, assegurando a capitalização e divulgação dos ganhos, sucessos e fracassos (seleção de informações a capitalizar, eventos de aprendizagem, redes de intercâmbio, divulgação das boas práticas através de vários meios e canais de comunicação, etc.).

 

​​​​​​​Qualificações, experiências, competências

Qualificações

  • Possuir um diploma universitário (12° ano + 5 anos) em seguimento & avaliação, gestão de projetos, economia agrícola, desenvolvimento rural, economia, agronomia, agroeconomia, estatística ou qualquer outra disciplina em áreas afins.

 

Experiências

  • Ter, pelo menos oito (8) anos de experiência em planificação, seguimento & avaliação no âmbito de projetos de desenvolvimento agrícola ou de resiliência ;
  • Ter experiência no estabelecimento e implementação de sistemas de seguimento & avaliação ;
  • Ter experiência num projeto financiado pelo Banco Mundial constitui uma mais-valia ;
  • Ter experiência em avaliações de impacto.

 

Competências

  • Ter conhecimento do sector agrícola na região da África Ocidental ;
  • Ter experiência na gestão de base de dados de seguimento & avaliação de programas complexos ;
  • Ter conhecimento prévio de análise estatística, recolha quantitativa e qualitativa de dados, e tratamento e análise de dados ;
  • Ter uma ampla familiaridade com a gestão baseada em resultados e do quadro lógico ;
  • Ter sentido de organização e uma boa capacidade de síntese e de redação ;
  • Possuir excelente competência de redação técnica, especialmente na elaboração e divulgação de informações de forma regular, de acordo com os requisitos do Banco Mundial ;
  • Ter bom domínio dos instrumentos informáticos (Word, Excel, PowerPoint, Publisher, etc.) e software estatístico (SPSS, STATA, etc.) ;
  • Ter conhecimento de um software de seguimento constitui uma mais-valia ;
  • Ter capacidade comprovada de redação;
  • Estar familiarizado em ambiente de trabalho multicultural;
  • Domínio da língua francesa e inglesa.

 

​​​​​​​Consultor(a), Assistente de Coordenação

​​​​​​​Funções/Responsabilidades 

Sob a supervisão do(a) coordenador(a) Regional e em estreita colaboração com as equipas da ARAA, o Assistente de coordenação tem como missão apoiar o Coordenador(a) da Unidade de Coordenação Regional (UCR) do Programa, na execução quotidiana do programa.

A sede do cargo será em Abuja, Nigéria, na Direção da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (DADR) da CEDEAO.

Nesta qualidade, ele(ela) será responsável pelas seguintes tarefas:

  • Apoiar o Coordenador na implementação das atividades quotidianas do FSRP ;
  • Apoiar na preparação dos documentos necessários para as várias reuniões, incluindo o Comité de Pilotagem Regional, e assegurar a divulgação das informações ;
  • Redigir os documentos administrativos (cartas, notas de serviços, relatórios, atas, memorando, etc.) ;
  • Assegurar o tratamento, a transmissão de notas e garantir as respostas (sistemáticas) e o seguimento das mesmas ;
  • Assegurar a centralização, organização e arquivo dos documentos do Programa (arquivamento) ;
  • Apoiar na organização e na realização de reuniões e de todas as sessões de trabalho do Programa ;
  • Assegurar o acompanhamento do tratamento dos dossiers técnicos, administrativos e financeiros da coordenação ;
  • Participar no seguimento das atividades de terren0 ;
  • Representar o Coordenador na implementação de certas atividades ;
  • Realizar quaisquer outras tarefas que contribuem para atingir os objetivos do Programa.

 

​​​​​​​Qualificações, experiências, competências

Qualificações

  • Ter um diploma universitário de pelo menos 12 º ano + 4 anos em disciplinas relacionadas com a gestão de projetos, do desenvolvimento rural ou nos domínios afins (agronomia, agroeconomia, ciências ambientais, economia, etc.). Ter um diploma de mestrado ou de 3º ciclo constitui uma vantagem.

 

Experiências

  • Ter pelo menos cinco (5) anos de experiência no domínio de gestão/seguimento/avaliação de programas/projetos relacionados com a segurança alimentar e a resiliência na África Ocidental ;
  • Ter experiência num projeto financiado por um doador internacional; experiência bem-sucedida num projeto financiado pelo Banco Mundial constitui uma mais-valia.

 

Competências

  • Bom conhecimento da problemática e das questões de segurança alimentar e nutricional, da resiliência na África Ocidental ;
  • Bom conhecimento das políticas agrícolas, de segurança alimentar e nutricional e de resiliência, nos países do espaço CILSS-CEDEAO-UEMOA ;
  • Conhecimento no domínio do planeamento e implementação de projetos/programas (incluindo metodologia do quadro lógico, gestão baseada em resultados e metodologia do ciclo de projeto) ;
  • Boa capacidade de comunicação (escrita/oral, competências interpessoais, de negociação, trabalho em equipa e na apresentação) ;
  • Bom domínio dos instrumentos informáticos (Word, Excel, PowerPoint, etc.) ;
  • Ter familiaridade em ambiente de trabalho multicultural ;
  • Domínio perfeito da língua francesa e inglesa.

 

​​​​​​​Consultor(a), “Expert “em Comunicação e Visibilidade

​​​​​​​Funções/Responsabilidades 

Sob a supervisão do(a) Coordenador(a) Regional e em estreita colaboração com o Departamento de Comunicação da ARAA, o “Expert” em Comunicação e Visibilidade tem como missão garantir as atividades de planificação, comunicação/visibilidade das atividades, e de capitalização das realizações e ganhos do FSRP. Em geral, o “Expert” em Comunicação e Visibilidade assegurará a definição e implementação da estratégia e do plano de comunicação do Programa com base em dois (2) eixos principais que contribuem para a implementação da ECOWAP: (i) a visibilidade das atividades, resultados e ganhos do Programa, e (ii) a implementação de um sistema de gestão e disseminação de conhecimentos (interno e externo).

A sede do cargo será em Abuja, Nigéria, na Direção da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (DADR) da CEDEAO.

Os resultados esperados são os seguintes:

  • Maior visibilidade do Programa junto do público e dos diferentes atores envolvidos na sua implementação ;
  • Boa compreensão dos objetivos do Programa e das mudanças obtidas por parte do público e dos mídias ;
  • Desenvolvidos e divulgados regularmente todos os instrumentos e materiais de comunicação.

Nesta qualidade, ele(ela) será responsável pelas seguintes tarefas :

 

Propor uma estratégia e um plano de comunicação

  • Definir uma estratégia e um plano de comunicação a fim de poder comunicar com todo o público que eventualmente estará interessado nas atividades do Programa (decisores e beneficiários nos países abrangidos pelo Programa, parceiros técnicos e financeiros, sociedade civil, organizações profissionais agrícolas, etc.).

 

Para a comunicação interna

  • Assegurar a gestão e a boa circulação da informação no seio da equipa do Programa e da CEDEAO, do CILSS e do CORAF ;
  • Facilitar a comunicação com todos os atores envolvidos na implementação do Programa ;
  • Produzir ou rever os materiais de comunicação para os beneficiários e parceiros e garantir a conformidade dos materiais com a carta gráfica da CEDEAO em vigor ;
  • Coordenar as visitas e missões de informação do Programa ;
  • Contribuir para a estruturação de um conjunto de informações relevantes para o Programa.

 

Para comunicação externa

  • Consolidar uma base de contactos para a divulgação dos conteúdos produzidos pelo Programa ;
  • Conceber e solicitar conteúdos para a publicação trimestral de um jornal/revista do Programa e assegurar a sua ampla divulgação ;
  • Identificar de forma proactiva, reunir, estabelecer e cultivar relações com os principais mídias nacionais, regionais e internacionais para aumentar a visibilidade do Programa, mantendo os contactos e bases de dados atualizados e assegurando a disponibilidade das informações necessárias aos mídias. Isto inclui, nomeadamente, durante a organização ou participação em eventos internacionais (conferências de imprensa, comunicados de imprensa, redes sociais), organização de reportagens e ou debates televisivos ou radiofónicos nas áreas de intervenção do projeto, etc. ;
  • Atribuir um lugar de destaque à estratégia dos mídias/redes sociais a fim de atingir um máximo grupo-alvos que serão definidos na estratégia e no plano de comunicação do Programa, incluindo nomeadamente a organização de campanhas de comunicação sobre os mídias sociais no sentido de envolver os diferentes interessados nas atividades e nos resultados e ganhos do Programa ;
  • Contribuir para a animação dos sítios web e das contas das redes sociais do FSRP e da DADR/ARAA ;
  • Redigir comunicados de imprensa, análises, blogues, récitas/testemunhos ;
  • Conceber ferramentas multimédia e informação gráfica (Photoshop, iMovie, etc.) almejadas ;
  • Assegurar a cobertura fotográfica e audiovisual dos eventos do Programa ;
  • Estabelecer relações de intercâmbio e de colaboração com os serviços de comunicação dos países que participam no Programa, do CILSS e do CORAF.

 

Para a capitalização e gestão de conhecimentos

  • Desenvolver e implementar, em colaboração com o ‘’Expert’’ em Seguimento & Avaliação, Capitalização e Gestão de Conhecimentos, uma estratégia eficaz de gestão de conhecimentos, assegurando a capitalização e a divulgação dos ganhos, sucessos e fracassos (seleção de informações a capitalizar, eventos de aprendizagem, redes de intercâmbio, divulgação das boas práticas através de vários meios e canais de comunicação, etc.).

 

Qualificações, experiencias, competências

Qualificações

  • Possuir um diploma universitário (12 º ano + 4 anos) em comunicação ou jornalismo ou qualquer outra disciplina conexa.

 

Experiências

  • Pelo menos oito (8) anos de experiência como ‘’Expert’’ em comunicação/visibilidade ;
  • Ter experiências num projeto financiado pelo Banco Mundial constitui uma mais-valia.

 

Competências

  • Conhecimento do sector agrícola na região da África Ocidental ;
  • Conhecimento da comunicação com base em resultados e em impactos ;
  • Boa capacidade de comunicação escrita e oral ;
  • Boa capacidade de síntese e excelente capacidade na restituição de relatórios técnicos complexos numa língua acessível ao público ;
  • Boa relação interpessoal ;
  • Bons conhecimentos e experiência prática da comunicação social escrito, oral e online ;
  • Bom domínio dos instrumentos informáticos (Word, Excel, PowerPoint, Editora, etc.) ;
  • Bom domínio das tecnologias de informação e comunicação, particularmente das redes e mídias sociais ;
  • Ter familiaridade de trabalhar em ambiente multicultural ;
  • Domínio perfeito da língua francesa e inglesa.

 

Condições gerais para todos os cargos

​​​​​​​Lugar, duração e inicio da missão

  • A sede dos consultores será em Abuja, Nigéria, na Direção da Agricultura e do Desenvolvimento Rural (DADR) da CEDEAO ;
  • A duração da missão é igual ao período de tempo do Projeto, após um período de estágio probatório de seis meses ;
  • O início da missão está previsto para 1 de junho de 2022 ;
  • O Cargo é a tempo inteiro ;
  • O(a) Consultor(a) deverá abster-se de qualquer situação que o possa colocar em conflito de interesses no âmbito da missão que ser-lhe-á atribuída.

 

​​​​​​​Dossier de candidaturas

Os dossiers de candidaturas são constituídos por :

  • Uma carta de manifestação de interesse que deve incluir o período de disponibilidade ;
  • Um curriculum vitae recente que detalha a experiência profissional e missões similares ;
  • Três referências profissionais (nome completo, cargos atuais e passados, e-mail e contactos telefónicos) ;
  • Cópia certificada do diploma mais elevado ;
  • Cópias dos certificados de trabalho ou de serviços prestados mencionados no curriculum vitae.

 

​​​​​​​Método de seleção​​​​​​​

Os Consultores serão selecionados de acordo com o método de seleção baseado na qualificação, tal como definido pelas Regras de Emprego de Consultores em Projetos Financiados pelo Banco Mundial. Uma sessão de entrevista poderá ser realizada a partir de uma lista restrita de candidatos pré-selecionados.

Só serão contactados os candidatos pré-selecionados. A RAAA reserva-se o direito de não prosseguir com o presente convite para apresentação de candidaturas.

Deadline for Submission: 
Wednesday, 4 May, 2022 - 17:00
How to Apply: 

As candidaturas devem dar entrada o mais tardar, no dia  4 de Maio de 2022 às 17 horas GMT, em mãos ou através do correio eletrónico para os seguintes endereços :

Agence Régionale pour l’Agriculture et l’Alimentation (ARAA),

83, Rue de Pâture, Lomé, Togo (em envelope fechado contendo a menção : « Candidatura ao Cargo de Consultor, ESPECÍFICAR O CARGO, Programa de Resiliência do Sistema Alimentar da África Ocidental (FSRP) »

Email : recrutements.FSRP2022@araa.org

No assunto: «Candidatura ao Cargo de Consultor, ESPECÍFICAR O CARGO, Programa de Resiliência do Sistema Alimentar da África Ocidental (FSRP)»

Fichiers à télécharger: 
PDF icon Anúncio de apresentação de candidaturas